quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A igreja e o bar



Numa pequena cidade do interior dos Estados Unidos um sujeito resolveu abrir um bar bem em frente a uma igreja.

O padre e todos seus fiéis ficaram revoltados com a audácia e resolveram iniciar uma campanha para que o bar não fosse aberto.

Fizeram petições, espalharam folhetos, rezavam diariamente contra o estabelecimento.

Os dias passaram e o bar estava praticamente pronto para ser inaugurado.

De repente, uma forte tempestade chegou à cidade e um raio caiu bem em cima do bar, destruindo completamente o lugar.

O dono não teve dúvida: entrou na justiça pedindo 2 milhões de dólares de indenização, acusando a igreja de ter causado a destruição de seu negócio, mesmo que por “vias indiretas”.

No dia do julgamento, o padre e o pároco alegaram que aquilo era um absurdo, que não tinham absolutamente nenhuma responsabilidade pelo ocorrido ou qualquer conexão com o incidente. Como sustenção da defesa, anexaram inclusive o “Benson Study“, um trabalho realizado pelos pesquisadores de Harvard que mostra que orações de terceiros não têm influência sobre recuperação de pacientes após cirurgias.

Quando o caso finalmente chegou ao tribunal, o juiz examinou por alguns minutos os papéis da ação e comentou:

“Ainda não sei como vou decidir esse caso, mas pelo que vi nos papéis, temos aqui um dono de bar que acredita no poder das orações e uma igreja inteira que não”.

E deu uma olhadinha por cima dos óculos para ambas as partes.

O tom do julgamento estava dado.

E a hipocrisia, logo de cara, condenada.

***

Pequei emprestado do UoD

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Rede Sustentabilidade: Posição sobre a decisão da Rede Sustentabilidade de se coligar!

Os que me conhecem ou me acompanham já sabem o quanto eu admiro* a Marina Silva, por sua postura política, suas decisões corajosas (se demitiu do ministério, saiu do PT, buscou fundar um novo partido com novas idéias,etc) e também por seu posicionamento quanto à assuntos complexos.

Quando soube do projeto da Rede Sustentabilidade, confesso que meu coração foi tomado por uma alegre esperança de que algo novo estava surgindo. Afinal tínhamos Marina à frente.

Muitos me alertaram que isso não daria em nada, mas eu preferia acreditar que em meio ao deserto que o Brasil vive, eu seguiria esse Oasis, mesmo que este no fim se mostrasse uma miragem.

Pois aí surgiram as dificuldades e lá estava o discurso intacto do tal "Plano A". E logo surgiu o primeiro grande obstáculo, àquele que de fato provaria se o discurso era fato ou era bolha de sabão. E lá veio a surpresa (pra mim foi), 2 dias após a pedra no caminho, lá estava Marina fazendo a velha política. Lá estava ela de mãos dadas com Eduardo Campo do PSB se lançando em campanha. Lá estava todo o discurso jogado no lixo.

"Ah, mas o que era melhor, ficar sem se candidatar a nada por mais 4 anos?" SIM, se esse era o preço para algo NOVO, que se pague o preço. Mas não, a covardia logo fez sua parte e lá estava a VELHA forma de fazer política reinando.

*Ainda admiro Marina, frente aos outros ela é diferenciada, mas confesso que hoje admiro um tanto menos.

Abaixo segue o email de um dos líderes da #Rede, o qual desde Fevereiro envia emails semanais com o passo a passo da #Rede, o processo da criação, as dificuldades, a luta... Ele, assim como eu, está desapontado.

Acho que vale a leitura.

[]'s

Evandro Melo
@evandrolmelo


***
Hoje é quinta-feira e depois de refletir todas as postagens que foram feitas nesta lista sobre os fatos do último sábado e as manifestações sobre as minhas indagações e colocações acerca da decisão tomada institucionalmente pela Rede Sustentabilidade,  finalmente posso, com boa segurança, expor o que segue abaixo.

Em primeiro lugar, não discuto o direito de Marina Silva se filiar a qualquer partido como decisão final dela; o que eu penso sobre isso eu já externei ao grupo do RS, e estou entre a minoria que entendeu que ela não deveria se filiar a nenhum outro partido. As razões aqui não repetirei.

Sobre a decisão que foi adotada de forma restrita pela Executiva Nacional, isso discuto e digo que ela foi tomada contra os estatutos e valores da #rede.

Assim, ela é uma decisão que, do ponto de vista jurídico, e das regras que governam a Rede Sustentabilidade, inválida, não legítima, não podendo produzir os efeitos que se destinam.

A fim de que não fique dúvidas, diante do curso dos acontecimentos, nesse instante quero aqui deixar bem claro que eu WILLIAM SMITH KAKU declaro firmemente que considero ilegal e ilegítima a decisão de coligação tomada pela #rede no sábado passado, e que minha manifestação cabal nesta lista tenha o cunho de contrapor a uma ideia que futuramente possa ser veiculada no sentido de que, por unanimidade silenciosa ou consenso progressivo tácito, o grupo de Conselheiros da Comissão Nacional Provisória (CNP) da #rede aceitou e concordou com o referido acordo.

Dito isto, quero deixar claro a todos que as consequências, do ponto de vista jurídico, ao meu ver, é que a Executiva Nacional Provisória da #rede precisa no mínimo de um REFERENDO desta CNP para dar seguimento legal aos atos praticados no último sábado.

Entendo que a chamada para a reunião de domingo somente poderia ser no sentido de referendar ou recusar o acordo firmado. Mas a chamada é genérica nesse sentido e específica para dar continuidade às ações perante a coligação firmada.

Por isso recomendo que quem ainda estiver em dúvida sobre a ação tomada no último sábado ou não concorda com a coligação feitanão compareça - nem por internet - na reunião convocada, porque, estará chancelando tacitamente o acordo, ou seja, juridicamente, estará mesmo em silêncio, referendando tudo, por participar de uma reunião que praticamente dá por certo e encerrado o ato praticado. "Aceitação tácita" trata-se de uma figura jurídica de manifestação de vontade, portanto, produtora de efeitos jurídicos próprios, mesmo que a pessoa não saiba disso naquele momento. Não é aceitação expressa, mas aceitação tácita e produtora de efeitos como se fosse expressa.  

Repito que este referido ato somente poderia ser praticado pela CNP, após discussão e deliberação, com posterior emissão de mandato específico para a Executiva Provisória cumprir o decidido pela CNP.

Cabe à Executiva Provisória esclarecer e comprovar a legalidade e legitimidade do ato praticado, segundo o nosso estatuto. Em nenhum momento ela recebeu tal mandato específico e isso está longe dos poderes gerais que a ela foi conferida em fevereiro, qual seja, unicamente proceder com os atos necessários para obter o registro legal da Rede Sustentabilidade, nada mais. Nessa reunião eu estava e ouvi isso.

Quero deixar claro que respeito todos os posicionamentos aqui externados, mas em relação à #rede entendo meu dever lutar para preservar o que originariamente, em seu DNA, ela contém de bom para o país e todos nós, porque ela recebeu o melhor de cada um de nós, e em cada assinatura recebida, como seu patrimônio invisível inicial, a sua alma.

Vamos nos falando, mas agora fico com minha consciência leve e cumprindo um dever que me tira de profunda angustia, dor, sofrimento e infelicidade.

Grande Abraço a Todos(as)! :-)

William Smith Kaku (RS)

domingo, 25 de agosto de 2013

E se

E se houvesse um mundo
feito de E Se?
e se possível fosse
esquecer
relembrar
inventar
mudar
transformar
... Reticentear?

E se me fosse dado
um punhado de E Se

E Se pudesse...
tudo diferente escolher
das tristezas me esconder
de amor não morrer
vida simples viver...

Juntaria a porção de E Se
lançaria tudo ao vento
não gastaria um só lenço
e se esgotassem os E Se's
deixaria tudo de novo
acontecer.



evandro melo
@evandrolmelo

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A primeira poesia

A primeira poesia que ouvi nem era poesia. Bom, era na essência mas não nasceu poesia.
Tampouco eu, uma criança na primeira série do primário, sabia o que era uma poesia.
Mas desde menor ainda já sabia admirá-las, mesmo não sabendo que as admirava.
A primeira poesia que ouvi, jamais esqueci. Sem nenhum esforço para decorá-la. Poesias não são decoradas, são tatuadas na pele da alma.

A primeira poesia que tenho consciência foi dita pela professora Carmem na a
ula de ciências.
Foi curta, simples e direta. E bela, não esqueçamos da beleza.

A primeira poesia da minha vida de tantas outras, me abriu os olhos como uma criança diante do recém surgido Papai Noel. Me despertou os sentidos, me acordou de um sentimento de que as aulas não serviam para muita coisa senão para receber elogios ou broncas em casa. Me fez perceber que há sentido nas palavras.

A primeira poesia de minhas lembranças, ouvi quando pequeno, na aula de ciências pela boca da professora Carmem (ou era Lúcia? Telma, talvez), foi simples e direta e me ensinou a respirar vida.
E tudo isso por uma simples lição contida numa curta frase: O vento, é o ar em movimento.

A primeira poesia de minha vida me colocou em movimento. Como o vento.

Fim.



evandro l! melo

sexta-feira, 7 de junho de 2013

ENCONTRO MARCADO...


…Marcado por ele, porque eu mesmo não me lembrava de ter pedido nada disso.

Foi essa semana, precisei fazer uma tomografia computadorizada. Sabe aquele exame em que te colocam em um lugar que não foi bem projetado para você caber nele? Algum engenheiro engraçadinho fez aquilo de propósito só para se divertir à custa do sofrimento alheio.
Pois lá estava eu, uma espécie de múmia moderna, nariz rente ao teto do tomógrafo, me concentrando para não dar espaço (rá espaço!) para a claustrofobia, quando ainda de olhos fechados escuto alguém entrar.
- Oi.
Puta susto! E eu sem nem poder me mexer pra não atrapalhar o exame e ter que repetir tudo de novo.
- Hein? Quem é você, mas como, ei...
- Calma ae, você que me chamou.
- Chamei? Quem é você, mas como que...
- Sou Deus, Pai, Emanuel, Jesus, Senhor, Rei {haha} e todos esses nomes que vocês vão me dando.
- Mas.. {caramba} comé que você, err o SENHOR...
- Chama de você, chega de frescura.
- ...Tá, comé que o Senh…Você cabe aqui dentro?
- O que é caber? Eu sou o eu sou, esqueceu? Eu não 'caibo', eu apenas existo.
- Mas tem a lei de Newton, você sabe, dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço e bem, aqui mal há espaço para um.
- Eu sou além do espaço. Newton… Menino legal, mas muito obcecado pelo que apenas podia ver e tocar.
- Mas é que...
- Mas é que nada. Você me pediu esse encontro, vamos papear antes que o exame acabe.
- Ah então, eu não te chamei não, {Só se foi aquele dia que bebi um pouco a mais} chamei?
- Opa, eu não costumo aparecer sem ser convidado.
- …
- Você me chamou quando tinha 8 anos, chamou de papai do céu e tudo.
- E você só vem agora?
- Sempre é agora.
- Hein? Faz uns 22 anos isso, nem me lembrava mais. Tanto tempo pra você chegar. Agenda cheia?
- Tempo… Eu sou além do tempo. Sou eterno, esqueceu? Você que é preso ao tempo, não eu.
- E aquele papo de Einstein, relatividade, tempo-espaço...
- Ah, o Alberto. Sonhador, mais que Newton é verdade, mas ainda sim desconhecia o eterno. Bons meninos viu, se divertem juntos na eternidade.

Eu que nunca fui lá muito esclarecido, fiquei ainda mais confundido com tudo aquilo ali. Será que o pessoal (os sádicos que ficam na salinha te vendo sofrer de claustrofobia) estavam sabendo daquele encontro surreal? Ninguém vinha me buscar.
Aquilo durou horas, dias talvez. Queria dar uma olhadela no relógio para conferir, mas havia deixado no armário junto dos demais pertences, e mesmo que estivesse usando, não conseguiria mexer os braços.
Eu não podia me mexer e engraçado, não parecia estar mexendo nem a boca para falar.
E lá continuava ele, todo leve e solto, rindo, o que imaginei ser da minha cara de espanto.

- Quando foi que criou o mundo hein?
- Ontem. {hehe} O que é quando, rapaz?
- Caramba, não vou ensinar Deus. Vem cá, e essa monte de porcaria por aí? Violência, fome e...
- Ah,isso não é coisa minha não. Não me meta nessa, isso é coisa de vocês sabichões.

Rapaz, que liso que era esse simpático senhor. Senhor? Não era um senhor, era, era… Sei lá, não consegui definir, era tudo ao mesmo tempo que não era nada que eu conhecesse.

Eu queria, sabia que queria, papear sobre outras coisas, mas a cabeça parecia não funcionar bem. Tentava bolar alguma pergunta inteligente, mas nenhuma parecia ser.
Ia me esforçar mais um pouco até que fui interrompido pelo barulho de motor elétrico em funcionamento e o movimento repentino da maca, me puxando para fora daquele cú, ops, do tomógrafo.

- Bom meu amigo, foi bom papear contigo. Me chame sempre que quiser que eu apareço. - disse Deus enquanto a maca ia lentamente se movendo.
- Puxa, passou tão rápido. Não deu tempo de perguntar quase nada.
- {hehe} E você ainda preocupado com tempo e espaço.
- Grande abraço Deus, fica na paz e vai com… Com você mesmo {haha}.
- Pode deixar, e fica comigo {hehe}.
***

evandro l! melo
@evandrolmelo
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