Plantava sonhos, como quem planta vida. Vida que passa de mansinho, em seu tempo próprio. Os sonhos eram plantados, um a um semeado, em terra fofa, previamente cuidada. Havia de ser a casa certa onde o sonho repousasse e desse frutos.
Junto aos sonhos plantava também promessas, embora muitas vezes alertado de que era preciso cuidado ao se plantar promessas, elas crescem rapidamente e se multiplicam, tornando muito difícil a colheita.
O plantio de sonhos e promessas até fazia bem, desde que feito com parcimônia e acompanhado bem de pertinho. Muitos se perdiam em seus próprios sonhos e eram sufocados pelas promessas semeadas por suas mãos.
Tanto tempo passava plantando sonhos e promessas, que não lhe sobrava tempo de colher seus frutos. Ficou só na promessa.
Evandro L! Melo
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