sexta-feira, 27 de agosto de 2010

De manhã bem cedo


 É de manhã bem cedo
quando tudo se faz novo
de novo
Que sua misericórdia se renova
seu amor me alcança
sua graça me encanta
e seu perdão me constrange

é de manhã bem cedo
aos primeiros raios de sol
aquece meu coração
me faz lembrar que minhas esperanças
em ti estão

seu amor me maravilha
sua graça refrigera minh'alma
e seu perdão me alivia

é de manhã bem cedo
com um abraço me acolhe
passa o dia comigo
como um pai amigo
me faz companhia
sei que posso contar contigo.

  De manhã bem cedo by evandrospfc 

Evandro L! Melo

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sapinhos


Essa é a história de dois amigos. Um Coração o outro Cérebro.
Certo dia, quando passeavam, acharam dois sapinhos.
Coração pegou um, deu-lhe um nome e o levou como bichinho de estimação.
Cérebro pegou outro, chamou-lhe de Bufo viridis e levou para estudá-lo.
Cérebro dissecou o sapinho e o conheceu em detalhes.
Cérebro ganhou grande conhecimento, enquanto Coração, um grande amigo.

Evandro L! Melo

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Culpa, sua dívida com a igreja

Um Banco ou uma entidade credora como empresa de cartões de crédito, por exemplo, não querem clientes que pagam em dia.
Eles contam com aqueles que atrasam e pagam juros. Esses clientes sentem-se presos, atados ao Banco, sentem-se até mal consigo mesmos por estarem em dívida, mas não deixam de pagar todos os meses os juros.

A igreja (instituição)é assim, te impõe diversas culpas, ao ponto de te fazer se sentir mal consigo mesmo e mais dependente dela.
Esse tipo de igreja, que se intitula igreja, faz com que você acredite que precisa dela para alcançar algum perdão ou alguma bênção, como se a graça já não nos bastasse.
Esse perdão ou vem através do aceitar sem questionar, da assiduidade aos encontros, da participação nas atividades e da agenda da igreja, agenda essa que em sua maioria coloca os interesses da instituição à frente das pessoas.

Os que conseguem abrir os olhos e enxergar a realidade logo notam essa relação promíscua e quebra as algemas, rompe com essa forma perversa de relação, se livra dos juros, lembrando que nossa dívida já esta quitada na cruz, e procura um grupo, uma comunidade de pessoas livres que buscam servir a Deus juntas. Mas são poucos. A maioria é ignorante e instável e acatam essa servidão cega e podre como algo lógico e racional. Chamam de fé.

A chave para essa algema chama-se GRAÇA e nossa dívida foi quitada na cruz!



* Agradeço a Deus por hoje eu poder participar de um grupo que se respeita como pessoas, que prioriza o lado humano e que busca a Deus sem culpas.

Evandro L! Melo

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A igreja itinerante



Papapararararipa pararararipa papapá

Respeitável público, temos a imensa alegria de levar até você a Comunidade de Jesus.

Papapararararipa pararararipa papapá

A igreja é um circo, ou melhor, poderia ser mais parecida a um circo. A começar pela localidade. O circo não tem lugar fixo, não é estático. Itinerante, vai onde está o publico.
Assim como diz a canção "o artista vai aonde o povo está" deveria ser a igreja, a igreja vai aonde o necessitado está.

Se hoje tem alguém que chora, lá estará a igreja, a comunidade de Jesus para chorar junto, para acolher e amparar o ferido. Se hojé é dia de festa, lá estará a comunidade de Jesus festejando, com música, dança, piada, muita folia.

Tenho em Jesus, a inspiração para este sonho de igreja e vejo Nele a prática disto. Jesus não frequentou sinagogas, casas de concreto, estáticas. Ele até foi algumas vezes, algumas das quais criou confusões, mas o lugar dele, que ele achava ser dele, era junto ao povo, nas ruas, povoados, onde ninguém, nenhum religioso estivera antes.
Ele ia onde estava o necessitado, o povo carente de amor, de cura, de um toque, um olhar, um abraço.
Se compadecia com as mazelas desse povo. Esse era Jesus, um artista de circo, um itinerante.

O grande problema da igreja institucionalizada, fixa, estática, é que tudo o que faz é para chamar o povo a vir até ela. O povo não quer isso ou não está preparado para ir até ela. O alcance de uma igreja estática é limitada e superficial, enquanto o circo itinerante vagueia por diversos lugares, indo ao encontro de seu público, alcançando e se compadecendo seu público.

E se eu já vejo uma mensagem clara de que devemos ser itinerantes observando a vida de Jesus, é em sua próprias palavras que eu me convenço ainda mais disso.

"Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles. Mateus 18:20"

Jesus não diz que ele estará na sinagoga, ou na igreja de paredes, estática. Ele é bastante direto e claro, onde estiverem reunidos 2 ou 3 ele estará ali.

Não acho errado termos um local fixo para nos encontrarmos. Ao contrário, acho muito bom que tenhamos um ponto de encontro, um compromisso, mas desde que isto não ganhe proporções e importância maior do que estar junto ao povo, aos amigos, aos necessitados. O relacionamento é o mais importante.

A partir do momento que se dá demasiada importância ao ritual, seja ele qual for, nos tornamos religiosos e perdemos a essência da mensagem de Cristo, do relacionamento.

Papapararararipa pararararipa papapá

E na igreja circo, tem artistas, tem gente de todo tipo e tem GRAÇA!

Papapararararipa pararararipa papapá


E hoje tem boa música?!
-Tem graças a Deus!

E hoje tem palhaçada?!
-Tem graças a Deus!

E hoje tem poesia?!
-Tem graças a Deus!

E hoje tem contos e histórias?!
-Tem graças a Deus!

E hoje tem alegria?!
-Tem graças a Deus!

E hoje tem companhia?!
-Tem graças a Deus!

Papapararararipa pararararipa papapá

*Hoje agradeço a Deus por ter encontrado um local para me reunir com grandes amigos e juntos buscarmos a Deus, mas que não se dá maior valor do que tem, antes procura ser itinerante, andar junto, se relacionar, se compadecer.


Evandro L! Melo

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Amigo Deus


No dia do amigo, encontrei-me com meu maior amigo na pedra do Arpuador, no Rio de Janeiro.

Ele me acompanhou por todo o caminho, como sempre faz, mas lá pudemos passar um tempo juntos. Ele me fazendo companhia e eu contemplando sua criação.

No silêncio, ouvindo apenas as ondas que se chocam na rocha, num ballet frenético, consigo ouvir melhor esse meu amigo.

Meu olhar se perde em tanta beleza, em vão procuro o melhor ângulo. Não há. Todos são unicamente belos.

Naquela atmosfera deixo vagar os pensamentos, dou a eles liberdade. Eles aproveitam esse momento e passeiam errantes, vão em todas as direções, bem devagar. Tudo bem de-va-gar.

O tempo também parece ter se distraído, não me deu ouvidos quando lhe ordenei que parasse. Passou na sua costumeira pressa, discreto, nem percebi.

O sol se pôs. Triste. Por pura obrigação, precisa se apresentar no outro lado.
Talvez um dia tome a coragem que hoje ensaia e chega para ficar. Tenho certeza que se pudesse ficaria ali para sempre e deixaria tudo mais no escuro.

Nem bem se fora e lá estava ela, a lua. Toda pomposa, vislumbrando os últimos instantes de claridade.
Ela também tarda a partir, fica à espera dos primeiros lampejos do sol para observar mais um pouco, o quanto pode, e por mais uma burocracia divina, vai se apresentar em noites por aí.
Vez ou outra se enche de coragem e fica. São noites sem luar, dizem por lá. Mal sabem o que a lua está a vislumbrar.

Esse tempo foi raro, caro amigo.

Obrigado por ter criado este lugar, este momento, a mim...

Amém.

Evandro L! Melo











segunda-feira, 19 de julho de 2010

Os lados

Esta terra tem dois lados, o de lá e o de cá. Já vou logo avisando, o de lá é muito mais legal.

O lado de lá é belo, incrivelmente belo, como um doce protegido pelo vidro no balcão da doceria, cobiçamos, sentimos o sabor através dos olhos.

O lado de cá não é tão belo assim, não há muito o que se ver, na verdade não há tempo para ver nada além dos ponteiros que giram vagarosamente.

No lado de cá, há suor. Rostos cansados de trabalho exaustivo em troca de trocado. Não há o que reclamar.

No lado de lá, há suor. Rostos e corpos estirados em cadeiras de praia, lutando com o calor com uma gelada água de côco.

O lado de lá é de novela. O lado de cá é o chão da vida.

O lado de lá é sem pressa, é sem hora, é sem tempo, é sem vergonha.
O de cá é passos rápidos pra lugar algum, como se isso acelerace o tempo. É a contagem regressiva para o sofá com novela. A novela da vida do lado de lá.

É sonhar em estar do lado de lá, acordar do lado de cá. O lado de cá pensa no de lá, inveja o de lá, se ilude com o de lá.

O de lá pouco sabe do outro lado. Ignora voluntariamente. O de cá causa nojo.

Curioso que o de lá, pra estar lá, por estar lá, depende do de cá. Talvez por isso o medo lhe é companheiro.

Os lados percorrem o tempo na paralela, poucos são os encontros, raros os cruzamentos embora constantes as perpendiculares.

Evandro L! Melo

* Estou até 4a-feira hospedado em um hotel am Copacabana, na Av. Atlantica, de frente pro mar. Este é o lado de lá.
Na rua de trás, paralelo à Av Atlântica, fica a Av Nossa Senhora de Copacabana, rua de grande movimento, comércio, ônibus, gente... o lado de cá.
Perto da beleza, fica mais fácil observar estes contrastes.


sábado, 17 de julho de 2010

rainha-mãe

O Jogo de Xadrez tem todo seu encanto. Representa um reino, uma vida, a forma que vivemos.
Todos somos peças neste tabuleiro.

Embora toda atenção seja dada do Rei, é dele a proteção de todos, é a Rainha que rouba a cena.
Como não pensar nela, como não falar dela? Ela, a rainha-mãe, mãe-rainha.

Dona de um charme único, poderosa, capaz de ir onde for preciso para proteger os seus.
Não se limita a uma só direção, não se contenta em andar devagar.

Vai para onde for preciso, num instante.

Verdade é que nos tempos antigos, tinha seu valor, como mulher, reduzido. Ciúme, medo dos homens, talvez.
Não fosse isso, tenho certeza de que além de pai, chamariam Deus de mãe.

Mãe que acolhe a criança, que ensina, que ama, que tem em seu abraço a cura. Mãe, o único ser no mundo com o dom de fazer o filho acreditar que "vai passar, vai passar".

Se hoje estou aqui, sobrevivendo, vivendo neste tabuleiro-mundo, é porque você, rainha-mãe, se sacrificou por mim, esteve onde foi preciso.

Mãe, o substantivo do verbo amar.


Evandro L! Melo

* Hoje, 17 de Julho, aniversário da minha mãe, rainha-mãe.